Até alguns anos atrás, o marketing esportivo por aqui estava restrito ao conceito de patrocínio. As ações limitavam-se à exposição da marca em placas de publicidade em campos ou quadras e nas camisas dos clubes. A prática persiste. Há empresas, mal assessoradas, que pagam milhões de dólares por cotas de patrocínio da CBF, Fifa, COB, COI, sem saber como poderão utilizá-las. Há, também, aquelas que compram direitos que não permitem participar do cenário central dos eventos. Uma das empresas que patrocina a seleção brasileira de futebol não comprou uma das cotas da Fifa para a Copa 2014. Ela corre o risco de ver sua concorrente comprar a cota e explorar o mercado de maneira exclusiva por limitações contratuais.
Hoje, para obtenção de resultados efetivos de vendas e de imagem, essas ferramentas e muitas outras precisam estar inseridas em plano estratégico de comunicação dos negócios. Trata-se de integrar diferentes instrumentos de comunicação à mensagem que se deseja transmitir e associar a marca às peculiaridades de cada modalidade esportiva, como já acontece hoje, na Europa e Estados Unidos.
Mais do que competições esportivas entre nações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas tornaram-se negócios muito rentáveis. Os países que as sediam precisam submeter-se às normas próprias da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional. Em muitos casos, é preciso criar ou modificar legislações. Por isso, toda ação publicitária deve ser planejada, regrada, calculada e inserida em um plano inteligente de negócio.
A NBA, a grande liga do basquete profissional norte-americano, é um bom exemplo de modelo de negócio no segmento esportivo. Um de seus principais pilares está no licenciamento. Há uma integração da comunicação para o trade, os times e as empresas licenciadas, e outra ao público.
O esporte é um dos fenômenos de integração mais eficientes em todo o mundo, suplantando línguas, credos, distâncias e etnias. Portanto, a utilização de modo estratégico e dinâmico desse conceito é o grande segredo a ser desvendado por empresas, marcas e produtos. Caso contrário, teremos um balcão de oportunidades para a Copa 2014 e a Olimpíada de 2016 e não conseguiremos criar um novo mercado de negócios e oportunidades, que já provou em outros locais do mundo ser rentável e eficiente.
Para participar de um cenário de negócios tão bem estruturado como uma Copa e uma Olimpíada, precisamos investir na formação de profissionais habilitados, na estruturação de empresas que conheçam estratégias e modelos de negócios nesse segmento, pois quando queremos tratar de saúde procuramos especialistas e não clínicos gerais, e isso precisa ser aplicado nesse mercado que cresce mais de 15% ao ano em todo o mundo. Precisamos ter a coragem de abandonar o oportunismo típico do brasileiro e plantar uma semente para continuar colhendo os bons, saudáveis e rentáveis frutos do esporte. Caso contrário, mataremos a lavoura do esporte em 2016.”
Fonte: http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=64730&sid=61
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